combate a incêndios

44 bairros da Capital não têm hidrantes

Segundo a Cagece, atualmente, há em Fortaleza 251 equipamentos do tipo em operação

01:00 · 12.09.2018 / atualizado às 11:19
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O Centro é o bairro com mais hidrantes com, pelo menos, 29 equipamentos ( FOTO: CELINA DIÓGENES )

Reduzir os riscos de tragédias provocadas por incêndios é uma das finalidades dos hidrantes urbanos. Os equipamentos feitos de ferro fundido servem para captação de água pelos bombeiros e ajudam a garantir à população menos vulnerabilidade em desastres gerados pelas chamas. A escassez dos mesmos impacta na debelação de incêndios. A norma 12218/2017 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estipula que os hidrantes urbanos devem ser separados pela distância máxima de 600 metros.

Em Fortaleza, onde atualmente há 251 equipamentos do tipo em operação, segundo a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), a fragilidade é na distribuição. Dos 119 bairros, 44 não possuem nenhum hidrante, conforme dados do site "Fortaleza em Mapas", administrado pela equipe do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor).

A localização dos equipamentos na Capital pode ser conferida no site que agrega um conjunto de informações cartográficas da Cidade. Conforme o site, o Centro é o bairro que mais possui hidrantes. Na área há, pelo menos, 29 equipamentos. As praças do Ferreira e José de Alencar, o Centro Cultural BNB e o Passeio Público são alguns logradouros que têm esses dispositivos.

Distribuição

Nas demais áreas de Fortaleza, os hidrantes, conforme a disposição informada no site, de modo geral, estão distribuídos próximos de shoppings,  universidades,  hospitais e condomínios. Os bairros onde são detectados a escassez de equipamentos do tipo compõe, principalmente, as regionais I, III, V e VI. As informações que constam no site "Fortaleza em Mapas" são produzidas pelas equipes de Tecnologia da Informação e Planejamento do Iplanfor com o apoio de outros órgãos da Prefeitura e de outras esferas de Governo. O site deve centralizar todos os dados geográficos produzidos pelos órgãos de Fortaleza e pelas secretarias regionais. 

Os hidrantes são concebidos tecnicamente pela ABNT na norma 12218/2017 que trata da "rede de distribuição de água para abastecimento público", como pontos interligados à esta rede provido de dispositivo de manobra e uma união para engate rápido. Os equipamentos são ligados à rede pública de abastecimento de água e podem ser de dois tipos: de coluna ou subterrâneo.

Conforme a Cagece, responsável pela instalação ou remoção dos hidrantes, a manutenção dos equipamentos é realizada pelo próprio órgão em Fortaleza a partir de demandas feitas pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a Companhia, a instalação dos equipamentos na Capital ocorre mediante solicitação, que pode ser feita tanto por pessoa física quanto jurídica. Após o pedido, a Cagece informa que é realizada a análise da viabilidade técnica na área para a possível instalação. Os parâmetros de implantação dos hidrantes são definidos por normas do Corpo de Bombeiros.

O Diário do Nordeste solicitou na manhã de ontem, por email , ao Corpo de Bombeiros informações sobre o funcionamento dos hidrantes, bem como as razões para a ausência de equipamentos do tipo em alguns bairros de Fortaleza, no entanto, a assessoria da Corporação informou, no início da noite, que não tinha ciência da demanda feita, mas que tentaria responder os questionamentos Posteriormente, as ligações não foram mais atendidas.

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