Qualidade da malha

39% das estradas federais no Ceará são ótimas ou boas

A Confederação Nacional de Transporte avaliou 3.618Km de malha rodoviária no Estado em 2017

No ano passado, 39% das estradas cearenses foram consideradas ótimas ou boas. Já em 2007, o número foi de 17% do total pesquisado ( Foto: Cid Barbosa )
01:00 · 14.08.2018 / atualizado às 08:41 por Renato Bezerra - Repórter

Melhorar a qualidade das rodovias brasileiras é, atualmente, um dos grandes desafios a serem superados para a viabilização de um sistema de transporte seguro e eficiente. Dados do anuário cnt do transporte 2018, divulgados ontem pela Confederação Nacional de Transporte (CNT), apontam que 2.194 quilômetros de rodovias federais avaliadas no Ceará, em 2017, foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas, significando 60% do total pesquisado. O resultado, contudo, apresenta uma evolução em relação a 2007, quando mais de 80% da malha foi classificada em uma dessas condições.

Entre as melhores classificações, as brs no estado também ficaram em condições superiores, se considerado igual período de 11 anos. No ano passado, 39% das estradas avaliadas foram consideradas ótimas ou boas (1.424 km). Já em 2007, apenas 17% do total pesquisado foi classificado dessa forma, ou seja, apenas 533 km.

Pavimentação

Para o resultado do estado geral das rodovias, a terceira edição do anuário cnt do transporte levou em consideração a qualidade da pavimentação, da sinalização e da geometria das vias. Pela classificação do pavimento, os dados mais atuais apontam 47% da malha rodoviária no estado como ótima ou boa e 52% regular, ruim ou péssima.

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O anuário chama atenção para a baixa evolução da malha pavimentada no país. No Ceará, o crescimento foi de apenas 4,2% entre 2007 e 2017, passando de 8.327 km para 8.681 km, mas acima da evolução nacional, de apenas 0,5%.

A extensão total de rodovias não pavimentadas no Estado, por sua vez, passou de 43.388 km para 42.859 km no mesmo período de 11 anos, o que significa uma redução de 1,2%. Para o CNT, os resultados servem como alerta para as deficiências estruturais das rodovias, fator contribuinte para o índice crescente de mortes por acidentes de trânsito. Chama atenção, ainda, a discrepância entre a proporção de rodovias pavimentadas, com evolução pouco significativa entre 2007 e 2017, e o crescimento da frota de veículos, que no ceará quase triplicou no mesmo período, passando de 1.183.698 unidades para 3.025.176.

Sinalização

Considerando a sinalização, 1.882 km de rodovias no Estado, em 2017, foram classificadas como ótimas ou boas, isto é, 52% da extensão avaliada. O restante (47,9% - 1.736 km) foi considerado regular, ruim ou péssimo. Em 2007, apenas 192 km estavam em condições boas de sinalização, de acordo com o levantamento. Já no ano passado, 1.605 km foram considerados bons. Pela geometria das vias, o estado tem, nos dados mais recentes, 81% de estradas consideradas regulares, ruins ou péssimas e 22% classificadas como ótimas ou boas. Se comparado a 2007, os índices foram, respectivamente, de 82,4% e 17,5% . Sobre investimentos na malha federal, a reportagem entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mas até o fechamento desta edição a demanda não foi respondida.

Em relação a qualidade das estradas estaduais, o programa ceará de ponta a ponta deve somar cerca de R$ 2,8 bilhões na melhoria de 3.137,51 quilômetros de extensão, entre 2015 e o fim deste ano, segundo informou o Departamento Estadual de Rodovias (DER). Estão previstas no programa obras de restauração, pavimentação e duplicação. O objetivo, conforme o órgão, é viabilizar deslocamentos mais fáceis, seguros e confortáveis, beneficiando a indústria e comércio, além de facilitar o escoamento agrícola e o acesso a serviços de saúde e educação.

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