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16 ambulâncias do Samu estão sem funcionar

No próximo dia 21, a Prefeitura vai realizar um pregão para possibilitar a locação de ambulâncias

01:00 · 13.09.2017 por Vanessa Madeira - Repórter
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O Samu afirma que a redução do número de ambulâncias em circulação na cidade é reflexo da elevada idade da frota ( FOTO: AGÊNCIA DIÁRIO )

Responsável por atender, mensalmente, mais de 4.500 chamados, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Fortaleza, que deveria dispor de 25 ambulâncias para socorrer casos de emergência na Capital, está funcionando com apenas nove veículos. Da frota total, 15 ambulâncias básicas e uma UTI encontram-se em manutenção devido a problemas mecânicos. Além do impacto no tempo de atendimento, a falta de veículos tem forçado as equipes a restringirem a assistência a ocorrências de maior gravidade.

A situação foi denunciada, ontem (12), pelo Sindicato dos Médicos do Ceará e confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo Mayra Pinheiro, presidente da entidade, a redução da frota tem forte impacto sobre o atendimento de emergências na Capital. Diante do quadro preocupante, o Sindicato acionou, nesta terça-feira, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) para averiguar o caso e cobrar providências.

"Isso coloca em risco a vida de toda as pessoas, porque todos nós estamos sujeitos a precisar do Samu", diz Mayra. "Profissionais estão relatando que o tempo de espera entre um atendimento e outro tem sido grande. A finalidade maior do Samu é fornecer suporte de vida enquanto a pessoa aguarda atendimento no hospital. Se acontece um acidente grave, por exemplo, e a pessoa não tem acesso a esse socorro, ela morre no próprio local", completa.

Procurado pela reportagem, o MPCE informou que a denúncia do Sindicato dos Médicos está sendo protocolada e que a Promotoria de Defesa da Saúde Pública deve tomar conhecimento do teor da denúncia apenas nos próximos dias.

Frota antiga

O coordenador do Samu Fortaleza, Daniel Lima, afirma que a redução do número de ambulâncias em circulação na cidade é reflexo da elevada idade da frota, que tem provocado a necessidade frequente de reparos nos veículos. Conforme ele, os carros utilizados hoje, adquiridos entre 2010 e 2013, deveriam ter sido renovados pelo Ministério da Saúde, gestor do programa, no início deste ano. No entanto, mudanças nas regras de renovação adiaram a compra de novos veículos para 2018.

"Ao invés de renovar a frota a cada três anos, fizeram a mudança para cada cinco anos. Consequentemente, não recebemos 11 novas ambulâncias que estavam previstas. Então, nesse ano, a cada dia que passa, estamos tendo uma dificuldade enorme de conseguir manter a frota padrão", afirma Daniel.

Por conta do desgaste dos veículos atuais, o coordenador afirma que as manutenções são mais corriqueiras e mais demoradas. Das 16 ambulâncias quebradas, ele afirma que há previsão de que três voltem a funcionar nesta quarta-feira (13). Na próxima semana, outros três carros devem ser obtidos por meio de contrato vigente na SMS.

Locação

Uma das medidas para amenizar a falta de veículos é a aquisição de ambulâncias com recursos municipais ou por meio de emendas parlamentares. Por meio dos dois processos, o serviço aguarda a chegada de 14 novos carros até o fim do ano.

Outra alternativa é a locação de ambulâncias. "Fizemos um estudo técnico mostrando que a locação tem bom custo benefício, então no próximo dia 21 de setembro vamos ter pregão para contratação de locação de ambulâncias", destaca.

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