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Prêmio da Música Brasileira é aberto a público pagante

O cantor e compositor Ney Matogrosso: homenageado do Prêmio da Música Brasileira deste ano, ele vai interpretar cinco canções
00:00 · 17.07.2017

Um show com clássicos do repertório de Ney Matogrosso, com a presença do homenageado e de atrações como Chico Buarque, Ivete Sangalo, Lenine e BaianaSystem.

Não é novidade que o Prêmio da Música Brasileira reúna um elenco estelar em apresentações musicais muitas vezes históricas - mas este ano é a primeira vez em que a cerimônia, antes restrita a convidados, é aberta ao público pagante (ingressorapido.Com.Br).

Uma solução que, apesar de ter sido causada pelo indesejado fim do patrocínio, parece ter resultado em positiva para os fãs e para o evento - é o que acredita José Maurício Machline, diretor geral da festa e idealizador do prêmio que será realizado no Teatro Municipal do Rio, no dia 19 de julho.

"Agregar convidados e público pagante vai ser muito bom. Aquece a torcida, a receptividade da plateia. O Ney tem fãs ardorosos, esse calor vai ser transferido para nossos convidados. Talvez tenhamos descoberto sem querer a receita de um molho que pode ser ótimo", diz Machline.

Repertório

Ney Matogrosso, a quem o prêmio deste ano é dedicado, cantará cinco músicas ao longo da noite - entre elas "Rosa de Hiroshima" e "Pro dia nascer feliz", imortalizada na voz de Cazuza.

Chico Buarque interpretará sua "As vitrines", enquanto Ivete Sangalo mostrará sua leitura de "Sangue latino", que Ney lançou ainda na época do Secos & Molhados.

Lenine fará "Bicho de sete cabeças II", numa noite que tem ainda Pedro Luís ("O mundo"), Alice Caymmi e Laila Garin (dueto em "Bomba H"), o grupo BaianaSystem ("Inclassificáveis") e Karol Conka ("Homem com H").

A festa será apresentada por Zélia Duncan (que também assina o texto da premiação) e Maitê Proença.

Escolhas

As canções e os intérpretes foram escolhidos pelo próprio Machline, que queria artistas que dessem interpretações diferentes das de Ney, tão únicas e marcadas.

"Montei um panorama da carreira dele, mostrando as fases importantes, mas sem me prender só aos sucessos", explica Machline.

"Ney grava de Villa-Lobos a 'Homem com H', sem se prender a nenhum tipo de ritmo nem de estilo, é muito plural. Busquei pessoas que pudessem dar esse recado de maneira diferente, mas com qualidade e força interpretativa, como Ney.

A primeira artista escolhida por Machline foi Karol Conka. "'Homem com H" tem muito a ver com o discurso dela", avalia Machline. "BaianaSystem é a sonoridade que mais me interessa no momento, eles carregam a força inovadora de Ney", segue o diretor.

"Chico é óbvio, Ney gravou mais de 20 músicas dele, já iluminou shows seus. Pedro Luís, que gravou um disco com Ney, é outro nome óbvio. Ivete foi uma sugestão do próprio Ney", revela Machline.

"Já 'Bicho de sete cabeças II' tem tudo a ver com o universo das histórias contadas e dos ritmos usados por Lenine. E Alice Caymmi tem aquela loucura interpretativa de Ney. Ela e Laila Garin são as pessoas ideais para mostrar a importância de Itamar Assumpção em sua carreira", finaliza. (Agência O Globo)

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