Crise

Pausa no Teatro Tom Jobim

00:00 · 12.01.2017 por Luiz Felipe Reis - Agência o Globo
Image-0-Artigo-2187255-1
O Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro: com Paulo Jobim no comando, o espaço recebia peças, shows e espetáculos de dança, além de eventos como a cerimônia do Prêmio Shell de Teatro; agora, futuro é incerto

Inaugurado em 2008, dentro do Jardim Botânico, o Teatro Tom Jobim fechará as portas no próximo dia 19 por tempo indeterminado. Vinculado ao Espaço Tom Jobim - ao lado do Galpão das Artes e da Casa Acervo -, o teatro foi construído e era administrado pela Associação de Cultura e Meio Ambiente (ACMA), dirigida por Paulo Jobim, que devolverá o espaço ao Jardim Botânico, como já havia feito com o galpão, no ano passado.

Paulo continuará à frente do Instituto Tom Jobim, onde está instalada a Casa Acervo, dedicada a preservar o legado do maestro e que permanecerá aberta e com exposição permanente sobre a vida e obra do compositor.

"O contrato de cessão que nos deu permissão de uso do espaço chegou ao seu prazo. O Jardim Botânico teria de abrir uma nova licitação, mas decidi não participar dela e devolver o teatro e o galpão. Espero que voltem a funcionar o quanto antes", diz Jobim. "Vou seguir à frente do Instituto.

Entre as razões para a entrega, Jobim conta que se tornou cada vez mais difícil obter patrocínio para saldar os custos de manutenção do espaço. "Minha intenção, no momento, não é cuidar de um teatro. Tenho certeza de que haverá pessoas interessadas, com vontade de administrá-lo. Fora isso, tornou-se mais difícil e oneroso cuidar do teatro, nos últimos três ou quatro anos os patrocínios foram desaparecendo".

Com capacidade para 378 lugares e um espaço reversível, que comporta diferentes formatos cênicos, o teatro recebia peças, shows e espetáculos de dança, além de conferências, simpósios e eventos como a cerimônia do Prêmio Shell de Teatro. A Presidência do Jardim Botânico ainda não determinou o modelo e o prazo para a abertura do novo processo de licitação. Por meio de sua assessoria, a instituição informou que "estuda a melhor destinação para o espaço, de acordo com a missão da instituição, que inclui a cultura como forma de aproximar as pessoas da natureza e do conhecimento científico".

"Ao longo dos anos em que esteve à frente do teatro, o Paulo garantiu alto padrão de qualidade na programação do espaço, em completa sintonia com os objetivos da instituição", afirma Sérgio Besserman Vianna, presidente do JB desde junho de 2016.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.