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Dragão do Mar receberá exposição inédita no Brasil sobre Nelson Mandela

Diretor do Museu do Apartheid visita o centro de arte e cultura nesta sexta-feira (13) para organização da montagem da mostra que acontece entre junho e julho

09:08 · 12.04.2018
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A exposição “Mandela: de Prisioneiro a Presidente” traça o percurso da vida de Mandela desde o início do ativismo contra o Apartheid ( Divulgação )

No ano em que é celebrado o centenário de Nelson Mandela (1918-2013) , Fortaleza será a primeira capital brasileira a receber uma exposição inédita sobre ele, que circulará durante cinco meses pelo País. A mostra reunirá fotos e vídeos que contam a trajetória do líder sul-africano. 

Nesta sexta-feira (13), às 9h, Christopher Till, fundador e diretor do Museu do Apartheid, visitará o Museu da Cultura Cearense, no Dragão do Mar, para acertar os detalhes da montagem da exposição “Mandela: de Prisioneiro a Presidente”, que abrirá para visitação entre junho e julho.

A vinda da exposição é fruto de parceria entre o Instituto Dragão do Mar e o Instituto Brasil África (IBRAF), detentor dos direitos da mostra para o Brasil. Também visitarão o espaço, junto com Christopher Till, Abena Busia, embaixadora de Gana no Brasil e membro do Conselho Consultivo do IBRAF para a exposição, e João Bosco Monte, presidente do IBRAF

Concebida pelo Museu do Apartheid de Joanesburgo, África do Sul, em 2008, “Mandela: de Prisioneiro a Presidente” traça o percurso da vida de Mandela desde o início do ativismo contra Apartheid, regime racista do governo sul-africano que negava à população negra direitos civis, sociais e econômicos.

Dividida em seis temas, “A pessoa”, “O camarada”, “O líder”, “O prisioneiro”, “O negociador” e “O homem de estado”, a mostra traz detalhes sobre a vida pessoal e a luta política de Mandela, abordando seus 28 anos de prisão, a vitória no Prêmio Nobel da Paz, até a eleição como primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994. Entre os destaques da exposição, está uma réplica da cela da Ilha de Robben, cubículo com apenas 5m², onde o líder sul-africano ficou 18 anos preso.

Além da capital cearense, a exposição também passará por Brasília e Salvador. Ela já passou por França, Suécia, Estados Unidos, Equador, Argentina, Peru e Luxemburgo e foi vista por mais de um milhão e 100 mil pessoas.

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