Restaurante

O melhor da Itália no litoral cearense

02:17 · 27.11.2009
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Começou ontem e vai até o próximo domingo, no município de Acaraú, o I Festival Internacional do Camarão da Costa Negra, evento de porte que reúne chefs nacionais e internacionais em torno do crustáceo. Com palestras e debates sobre a produção do camarão, workshops e feira gastronômica, o evento promete ser um marco no calendário do Estado. Entre os chefs internacionais, destaque para o francês Lucian Marcon, do restaurante Cimes, que ostenta 3 Estrelas Michelin. Na lista chefs brasileiros há profissionais de Fortaleza (a exemplo do premiado Faustino Paiva), Acaraú, São Paulo e Jericoacoara - esta última, uma das pérolas da orla cearense. Famosa em vários países por suas paisagens exuberantes, a praia de "Jeri", como é chamada pelos íntimos, também fisga os visitantes pelo estômago, graças às suas ótimas opções gastronômicas. No Festival, será representada pelo chef Roberto Brotini, do restaurante Leonardo da Vinci. Natural da região da Toscana, Brotini trocou a Itália pelo Brasil há doze anos, e trouxe com ele toda a tradição de uma das culinárias mais apreciadas no mundo.

Formado pela escola de gastronomia de Torino, Brotini integra a prestigiosa Federazione Italiana Cuochi (Federação Italiana de Chefs). Não por acaso, o Leonardo da Vinci é um dos restaurantes italianos mais tradicionais de Jericoacoara, com cardápio fundamentado em influências mediterrâneas. Os peixes e as massas são sempre frescos, estas últimas, confeccionadas no próprio restaurante. Um dos pratos mais pedidos é o "Tagliateli Neri di Sépia" (foto) - tagliateli negro com tinta de lula, ao molho de azeite extra virgem e alho poró e camarões grandes (R$ 35). A carta de vinhos é vasta, com cerca de 300 rótulos (a partir de R$ 50), entre eles o Sassicaia - da família dos "Super Toscanos", que reúne alguns dos vinhos mais valorizados do mundo. No Festival do Camarão, Brotini irá servir Risoto de camarão com quiabo e Cialda (biscoito de castanha de caju), Ratatuille de camarão com couve crocante e bruschetta toscana. Mais informações: Leonardo da Vinci (Rua principal 40 - APA, Jericoara-CE). Fone (88) 3669-2222.

LIVRO

Doces e poemas da senhorinha de Goiás

Um livro de culinária pode conquistar pelas receitas, pelas imagens ou pela história que conta - do chef, do cozinheiro ou da cozinha em questão. No caso de "Cora Coralina - doceira e poeta", é por tudo isso e pela própria delicadeza da personagem-título, competentemente traduzida nas páginas da obra. Lançado recentemente pela Global Editora, com anuência da filha da poeta, Vicência Brêtas Tahan, e apresentação do jornalista gastronômico J. A. Dias, o livro reúne receitas e versos da doceira e escritora de Goiás. Ana Lins dos Guimarães Peixoto, a Cora Coralina, morou por 45 anos no interior e na capital de São Paulo. Ao voltar para Goiás, tornou-se doceira. Apesar das quase cinco décadas passadas no Sudeste, a equipe responsável pelo livro percebeu que as receitas, retiradas dos cadernos amarelecidos de Cora, tinham profunda relação com os costumes goianos. Para concretizar o projeto, foram necessárias algumas adaptações, com redução ou substituição de ingredientes - a exemplo da banha de porco - sem desrespeitar a essência dos quitutes, entre bolos, geleias, licores, pudins e doces de frutas. Cora Coralina morreu às vésperas de completar 96 anos, doceira. O livro é uma homenagem mais que justa, uma obra reconfortante - para o paladar e a alma. Mais informações: "Cora Coralina - doceira e poeta", Global Editora, 144 páginas, R$ 119.

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