Cannes

John Travolta nos embalos dos 40 anos de "Grease"

John Travolta e Olivia Newton-John em "Grease - Nos Tempos da Brilhantina". Sucesso hollywoodiano, o filme completa quatro décadas em 2018 e ganhou sessão em programação paralela no festival de Cannes
00:00 · 18.05.2018 por Luiz Carlos Merten - Agência Estado

Um grande festival como esse também é feito de eventos paralelos. Na quarta (16) John Travolta reinou na Croisette, com direito a sessão no Cinema da Praia para comemorar os 40 anos de "Grease - Nos Tempos da Brilhantina", e encontro com o público para revisar sua carreira. Travolta virou um fenômeno hollywoodiano e teve mais altos e baixos do que você consiga me lembrar. É chamado de Sr. Sorriso. Está sempre com aquela cara em paz consigo mesmo.

Parte do 71º Festival de Cannes tem se passado nas Fnacs da Rue D'Antibes, que tradicionalmente abriga os Rencontres du Cinéma. Os encontros trouxeram na semana passada Régis Wargnier, cineasta vencedor do Oscar de filme estrangeiro por "Indochina". Wagnier veio fazer sua autocrítica. Até hoje lamenta que tenha apresentado seu épico romântico sobre a guerra colonial fora de concurso. "Se estivéssemos em competição, o júri teria sido forçado a dar a Catherine (Deneuve) o prêmio de melhor atriz".

Memórias

Nesta quinta (17), a Fnac abrigou a sessão de autógrafos do lançamento do livro de memórias de Costa-Gavras, "Va ou Il Est Impossible d'Aller", Edições Seuil. Costa conta tudo. Nascido na Arcádia, na Grécia dividida pela Ocupação e pela guerra civil, ele chegou a Paris em 1955.

Conheceu a Cinemateca, o Idhec, tornou-se assistente de cineastas de prestígio - mas detestados pela nouvelle vague - como René Clement e René Clair. Virou diretor e, por volta de 1970, já era um grande diretor do cinema político. "Z", "A Confissão", "Missing". Costa-Gavras e os astros e estrelas, as filmagens, a Cinemateca, que ajudou a salvar. E em junho, "Z", que completa 50 anos, será o clássico restaurado no Festival Varilux de 2018, no Brasil.

Prêmio para o Brasil

Coprodução francesa, brasileira e portuguesa, "Diamantino" (2018), do português Gabriel Abrantes e do norte-americano Daniel Schmidt, ganhou na quarta (16), o Grande Prêmio da 57.ª Semana da Crítica do Festival de Cannes. A parte brasileira do projeto é responsabilidade da produtora Syndrome Films, do Rio.

Comédia dramática, traz claras referências ao craque luso Cristiano Ronaldo, ao contar a história do brilhante Diamantino, vaidoso jogador de futebol cuja carreira desanda.

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