Difundindo o acervo, permitindo o conhecimento

00:00 · 08.09.2018

Outros equipamentos culturais da Capital também promovem olhares sobre a prática da digitalização de acervos. O Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará, por exemplo - entidade privada mantida por sócios - possui todas as suas revistas (lançadas anualmente de forma ininterrupta desde a fundação da casa, em 1887) disponíveis para consulta online e download em .PDF no site da instituição.

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A ideia de difusão dos arquivos partiu do antigo presidente do Instituto, Eduardo Campos (1923-2007), que geriu o espaço entre 2003 e 2007.

O interesse do gestor era permitir que o acervo pudesse se tornar mais acessível ao público, fomentando a leitura e o acúmulo de conhecimentos acerca da história, geografia e antropologia de nosso Estado.

O processo de digitalização das revistas começou em 2004, com recursos conseguidos via Lei Rouanet. Uma equipe especializada de restauradores e conservadores tratou de realizar o minucioso trabalho, desencadernando de maneira correta cada uma das revistas, para, em seguida, otimizar a higienização e digitalização das páginas. Tudo durou o período de um ano.

À época, foram feitas dez mil cópias do CD onde foram gravados os dados. O material saiu em dois volumes e foi distribuído para outras instituições culturais e de fomento à pesquisa, caso da biblioteca da Universidade Federal do Ceará, do Instituto Federal do Ceará e da Universidade de Fortaleza, por exemplo.

Outros processos

Feito as revistas, também já foi digitalizado o conteúdo referente à Coleção Almanach do Ceará; todo o material iconográfico do Instituto; e, a partir de 2010, os periódicos que compõem a hemeroteca - estes ainda em fase de digitalização.

Toda a base de dados está localizada em um servidor e é mantida por uma empresa, que faz a gerência e indexação dos arquivos. Além disso, o trabalho de conservação do acervo é permanente, com uma equipe de restauradores trabalhando duas vezes por semana no Instituto para contemplar esse processo.

Cada passo dado no segmento depende de financiamento advindo de projetos, já que o custeio do procedimento de digitalização é caro, envolvendo não apenas a aquisição de maquinário específico como uma equipe adequada.

O Instituto do Ceará resguarda um total de mais de 40 mil itens em seu acervo - compreendendo livros e jornais - e mais de 250 títulos de periódicos, compreendendo publicações de pequeno e grande porte.

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