Coluna

Mingau Pop: Rap, rock e samba

00:00 · 21.02.2018

Aos 76 anos, Erasmo Carlos continua interessado em novos discos, com canções inéditas. É uma disposição rara entre os medalhões da MPB e rock nacional, que dão a desculpa de que o disco não vende e, por isso, não há razão para se gravar material novo (?!). O Tremendão está em estúdio, para gravar o sucessor de "Gigante Gentil" (2014). O álbum, dessa vez, não sai pela Coqueiro Verde (gravadora do filho de Erasmo), mas pela Som Livre. A direção artística é de Marcus Preto e a direção musical, de Pupillo (Nação Zumbi). Duas participações especiais estão confirmadas no disco. Adriana Calcanhotto toca violão em "Seu Sim", composição assinada pela cantora; e o rapper Emicida (foto) divide a letra e os vocais "Termos e Condições". Quem acha a parceria estranha deve voltar aos discos que Erasmo gravou no começo da década de 1970, no qual o rock ganha mais temperos e se embebe de outros gêneros, como o samba.

Baez intérprete

Quando Bob Dylan lançou seu álbum de estreia e tentava se tornar uma nova estrela do folk, Joan Baez já era uma artista seguida pelos holofotes. A cantora, dona de uma interpretação dos clássicos do gênero que dividia opinião, deu uma força para o colega de ofício. O destino dos dois, contudo, foi bem diverso. Joan Baez é uma estrela de primeira grandeza, mas sem o trânsito pelo pop de seu colega. No próximo dia 2 de março, ela lança mais um álbum de sua extensa discografia - "Whistle Down the Wind". É o primeiro em 10 anos e vem recheado de canções de Tom Waits, Tim Eriksen, Eliza Gilkyson e Anohni. Uma turma que tem, na artista, uma referência notável para seus próprios trabalhos.

Pumpkins I

Para Billy Corgan, 2018 promete ser um ano produtivo como poucos. O músico norte-americano trouxe de volta para sua banda, os Smashing Pumpkins, dois integrantes de sua formação original - e mais bem sucedida. James Iha (guitarras) e Jimmy Chamberlain (baterial) assumem seus postos na turnê americana, que começa em julho. A baixista D'Arcy Wretzky ficou de fora e reclamou em sites dos EUA.

Pumpkins II

Na terça-feira, 20, Billy Corgan confirmou que a banda prepara um novo álbum, com a formação da turnê de reunião (que inclui Jeff Schroeder, nos Pumpkins há uma década). A produção é Rick Rubin. O músico ainda afirmou que tem trabalhado num álbum solo, que já conta com cerca de 15 músicas. Um detalhe: em outubro, Billy Corgan lançou o disco acústico "Ogilala", seu segundo álbum solo.

Celebração infernal

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Ainda que o punk tenha surgido pouco tempo antes, nos EUA, o ano de 1977 foi intenso para o gênero. A cena inglesa injetou novos elementos estéticos e, na base da filosofia "do it yourself" (faça você mesmo), despejou uma série de álbuns clássicos nas lojas. Acontece que, do outro lado do Atlântico, a temperatura ainda estava elevada. E 1977 é, também, o ano de clássicos absolutos do punk norte-americano, como "Blank Generation" (Sire/Warner). O álbum de estreia de Richard Hell and the Voidoids ganhou, na semana passada, uma edição comemorativa. São dois discos: o primeiro traz as 10 canções do disco original, remasterizadas; e o segundo, versões alternativas de músicas do álbum; duas que não entraram nele, "Oh" e "Got to loose"; registros de um show no clube punk CBGB (NY/EUA); e um spot de rádio promovendo o LP. Mas a maravilha não é completa: deixou de fora duas músicas, que figuravam nas edições em CD anteriores.

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