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Arte Cearense

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00:00 · 09.11.2013
Nova educação

Neil Armstrong
Prof. Áudio Visual -UFC Virtual

Dentre as grandes contribuições da tecnologia para o mundo moderno e contemporâneo, podemos encontrar as que podem tornar mais fáceis as atividades de ensino e pesquisa.

E, quando falo sobre ensino, me refiro até mesmo ao ensino básico e fundamental. Várias escolas têm criado laboratórios infantis com o auxílio de tablets, o que facilita muito a introdução de crianças no universo virtual.

A ausência de teclado e a manipulação direta da informação permitem hoje que até mesmo crianças que mal sabem falar consigam brincar e aprender, simplesmente passando os dedinhos sobre as telas.

Alguns pensadores temem que o acesso rápido a jogos, redes sociais, entre outras facilidades de distração, possam prejudicar as intenções educacionais.

Mas as pessoas consomem porque precisam, ou simplesmente por que gostam, e o uso destes equipamentos já é uma realidade que, sendo bem utilizada, pode trazer inúmeros benefícios.

Um exemplo são as bibliotecas virtuais acessíveis, como os repositórios atualmente sendo mantidos em sites do governo com as grandes obras da nossa literatura nacional.

Mas não somente trocar livros reais por virtuais, mas saber usar as novas tecnologias e potenciais de imagens e sons, para dinamizar o processo de aprendizado e ainda o tornar divertido.

A possibilidade de ver filmes, jogar com a história e escrever sobre ela, todas estas tarefas em um aparelho que parece um simples pedaço de vidro, é algo que não se deve desprezar.

Muitas pesquisas ainda estão em curso, e muitas aplicações estão caminhando e buscando novas linhas para efetivar a tecnologia, e acredito que este seja um caminho.

Velha política

Marcos José Diniz Silva
historiador e professor da Uece

A política brasileira tem apresentado avanços em termos de maior democratização nas três últimas décadas, mas ainda há muito a avançar. Recente pesquisa internacional do Latinobarómetro - instituto chileno de opinião pública -, e publicada na The Economist, afirma que apenas 49% da população brasileira é favorável ao regime democrático, em oposição a outras formas; e que 19% apoiaria, em certas circunstâncias, um regime autoritário. A pesquisa revela, também, que o Brasil é o país que mais avançou no apoio à democracia. Em 2003 eram apenas 35%. Seriam muitos os fatores a explicar tal comportamento do cidadão brasileiro, mas fiquemos naquele do cotidiano, o das práticas politicas dos nossos governantes e gestores públicos em suas relações diretas com os cidadãos nos espaços políticos e públicos. É comum ver, no Ceará, governantes e secretários usar de palavras e atitudes debochadas, grosseiras, atentatórias à moral e até à integridade física de cidadãos que usam do direito a crítica, que fazem protestos, ou que exigem negociação para a solução coletiva das carências de que tanto sofremos, num Estado que locupleta astuciosamente mandatários e protegidos. Essa velha política, herdeira das tacanhas tradições coronelistas e da cínica ditadura, que se reinventa nas palavras e atitudes de novos políticos, responde em boa parte pelo ceticismo da maioria em relação à democracia. Pois o verniz moderno não esconde in totum a rusticidade inerente.

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