Exposições

Celebração às artes visuais

Centro Dragão do Mar e Museu da Indústria recebem trabalhos do Prêmio Marcantônio Vilaça 2017

00:00 · 18.05.2018
Obras
Obras das exposições do Prêmio Marcantônio Vilaça: no total, cinco artistas e um curador foram selecionados neste ano ( Fotos: Isaías Martins/ Div. )
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Nascido em Recife em 1962, Marcantônio Vilaça teve uma vida breve mas deixou grandes marcas na área das artes plásticas no Brasil, tendo projetado a arte contemporânea brasileira para o cenário internacional. Como reconhecimento, o Prêmio CNI Sesi Senai que leva seu nome acontece desde 2004 e é hoje um dos mais importantes eventos de celebração às artes visuais no Brasil - promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelos Departamentos Nacionais do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Além de premiar os artistas selecionados, o Marcantônio Vilaça realiza exposições com trabalhos dos nomes vencedores. Nesta sexta (18), a 6ª edição do Prêmio abre ao público três mostras em Fortaleza, como uma nova etapa de sua itinerância pelo País - iniciada em 2017 no Museu Brasileiro (MuBE), em São Paulo, tendo passado ainda por Brasília e Goiânia. Na capital cearense as obras serão exibidas no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Mac) do Dragão do Mar e no Museu da Indústria, com três exposições distintas. Uma delas reúne os trabalhos dos cinco artistas vencedores: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP).

Já a exposição "VerzuimdBraziel - Brasil Desamparado", do curador premiado Josué Mattos, traz obras dos artistas André Parente, Anna Bella Geiger, Carla Zaccagnini, Cildo Meireles, Clara Ianni, Dalton Paula, Daniel Jablonski e Camila Goulart, Daniel Santiago, Ivan Grilo, Lourival Cuquinha, Regina Parra, Regina Silveira, Santarosa Barreto, Thiago Honório, Thiago Martins de Melo e Vitor Cesar.

Por fim, a exposição "A Intenção e o Gesto" integra o projeto Arte e Indústria. A iniciativa homenageia artistas com processos de criação relacionados à produção industrial. Em sua terceira edição, tem a curadoria de Marcus Lontra e reúne trabalhos do artista Sérvulo Esmeraldo, homenageado desta edição do Marcantônio Vilaça, e de mais 10 artistas contemporâneos que dialogam com sua produção: Almandrade, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Delson Uchoa, Hildebrando de Castro, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jaildo Marinho, Raul Córdula e Paulo Pereira.

Falas

"Essa mostra ("A Intenção e o Gesto") é um conjunto fundamental para gente fazer um balanço do que está acontecendo no meio das artes no País, em 2017 e em 2018. Além de vermos o que o Brasil está produzido na área da linguagem artística, a mostra culmina em uma homenagem a um artista cearense, Sérvulo Esmeraldo", comenta Paulo Linhares, presidente do Instituto Dragão do Mar (IDM).

"Não é só uma exposição cultural, só de obras ou só de fotografias. Tem de tudo. A ideia é valorizar a linguagem, não só uma técnica", pontua Marcus Lontra.

"Queremos fazer uma série de debates, proporcionar a todos os artistas um período de encontros. É uma oportunidade legal para realizadores cearenses trocarem contato e também para a gente colher informações da cena artística do Ceará", completa o curador.

As mostras ficam em cartaz em Fortaleza até 1º de julho e daqui seguem para o Rio de Janeiro (julho - setembro), encerrando a itinerância em Florianópolis (outubro a fevereiro de 2019).

Exposições

Na terceira edição do Prêmio, Fortaleza recebeu uma versão menor da itinerância, apenas com a exposição de trabalhos dos cinco artistas vencedores. Neste ano, os selecionados receberam R$ 50 mil para investir em suas exposições, e acompanham as mostras por todos os estados.

Já para o curador o valor foi de R$ 25 mil. O Prêmio passou a incluir essa categoria de premiado em sua 5º edição (2015/2016). O selecionado deste ano, Josué Mattos, é Historiador da Arte, mestre em Práticas Curatoriais pela Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne e editor da Revista Binômios.

Além de um dos vencedores, ele também é responsável pela exposição "Verzuimd Braziel - Brasil Desamparado". "O título é uma expressão atribuída a Maurício de Nassau", esclarece Josué. A partir desse mote ele criou uma "mostra forte, centrada na parte política que o Brasil vive atualmente", explica Marcus Lontra, curador e jurado.

Josué Mattos apresenta os trabalhos dos artistas: André Parente, Anna Bella Geiger, Carla Zaccagnini, Cildo Meireles, Clara Ianni, Dalton Paula, Daniel Jablonski e Camila Goulart, Daniel Santiago, Ivan Grilo, Lourival Cuquinha, Regina Parra, Regina Silveira, Santarosa Barreto, Thiago Honório, Thiago Martins de Melo e Vitor Cesar.

Outros espaços

A terceira vertente da mostra do Prêmio Marcantônio Vilaça é a exposição "A Intenção e o Gesto", que pertence ao projeto Arte e Indústria, este em sua terceira edição, e visa homenagear artistas que tiveram suas criações ligadas à produção industrial.

Em edições anteriores foram homenageados Abraham Palatnik, artista plástico brasileiro, conhecido por suas obras de instalações elétricas. Palatnik nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte e está atualmente com 90 anos de idade.

A paulista Amelia Amorim Toledo, outra artista plástica brasileira, também foi uma das homenageadas no prêmio. A pintora, desenhista, escultora, gravadora e também designer de joias faleceu ano passado, em 7 de novembro.

Nesta edição o homenageado escolhido foi Sérvulo Esmeraldo, com a exposição "A Intenção e o Gesto" que fica em cartaz no Mac e também no Museu da Indústria, que recebe uma versão menor da exposição.

Além das obras de Sérvulo, o Museu da Indústria recebe uma exposição de artistas que beberam da fonte do trabalho de Esmeraldo: Almandrade, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Delson Uchoa, Hildebrando de Castro, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jaildo Marinho, Raul Córdula e Paulo Pereira.

Esta exposição ficou na responsabilidade do curador Marcus Lontra. A mostra reúne 40 obras do escultor, gravador, ilustrador e pintor cearense, Sérvulo Esmeraldo (1929 - 2017). Nascido em Crato, desde a infância, aos 13 anos, já mostrava habilidades para as artes, ao criar sua primeira xilogravura.

Conhecido por sua gravuras de natureza geométrica e pioneiro da arte cinética - movimento artístico que usa de recursos visuais e técnicas destinadas a dar movimento ou impressão de movimento a uma obra.

"No Museu da Indústria queremos ressaltar que a indústria deu força para um artista como Sérvulo, por exemplo. Mostrar que o Brasil tem uma indústria forte, revelar que toda essa questão industrial e artística é muito próxima", conclui Lontra.

Mais informações:

Abertura do 6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça

Nesta sexta-feira (18), às 18h, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (CDMAC). Gratuito. Contato: (85) 3488.8600

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