Rumos Música

Brasis sonoros

04:20 · 27.10.2005
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Um retorno demorado, mas positivo. Assim Edson Natale, coordenador do Rumos Música, avalia a repercussão da caixa com os trabalhos musicais e literários atualmente em lançamento. “É um material extenso, mas à medida que as pessoas têm ouvido, tem havido uma receptividade muito forte aos artistas, que têm um trabalho muito variado. Nossa parte é apenas levar isso ao público da melhor forma”, afirma, ressaltando que mesmo profissionais especializados se surpreendem com a diversidade da música brasileira, exemplificada nos registros dos 50 artistas contemplados. “Tem uma quantidade incrível de informação nessa caixinha”.

Segundo Natale, duas mil caixas foram encaminhadas para instituições culturais e veículos de imprensa no Brasil e no exterior, e deve vir mais por aí. “A ação tem sido tão bem aceita que já tem uma nova demanda. Provavelmente vamos fazer mais 2 mil kits - assim como os primeiros todos distribuídos gratuitamente”. Até abril do próximo ano, estima o produtor, começarão a sair do forno DVDs e programas de TV registrando os 50 shows que desde março último vêm sendo realizados no Centro Cultural Itaú, em São Paulo. “Será a última etapa desse grande processo de difusão. Cada programa terá dois artistas e será disponibilizado para emissoras públicas, educativas e de caráter cultural. E os DVDs também vão ajudar a dar às pessoas a oportunidade de reconhecerem esses artistas, com músicas e entrevistas”, adianta. “Vendo esse material, a gente se surpreende com coisas incríveis, como a Banda de Pífanos de Bendegó, de Canudos Velho, na Bahia, que passa de pai pra filho uma caixa de zabumba que já tem mais de 200 anos, anterior ao Antônio Conselheiro. Ao mesmo tempo, os programas serão um meio de atrair um público diferente: quem gosta de música tradicional vai conhecer também um artista de música contemporânea, e por aí vai”.

CEARÁ - Questionado sobre a falta de representantes cearenses nesta edição do Rumos Música, Edson Natale rebate: “Essa é uma pergunta que eu também me faço”. De acordo com o produtor, foram recebidas poucas inscrições do Estado. “Não tenho uma resposta exata pra explicar por que não entrou nenhum cearense. Agora, o que me deixou com a pulga atrás da orelha é que muitas das pessoas que conheço daí não se inscreveram. Então, penso que talvez pudesse ter havido mais divulgação. Fizemos o seminário junto com a Feira da Música, que é maravilhosa, mas acho que o Rumos ficou diluído na Feira. Não houve tanto destaque e fizemos uma mesa de debates só, ao contrário de um dia todo, com três debates, como foi nas demais capitais”, cogita, apontando que em 2007, quando serão abertas as inscrições para o terceiro Rumos Música, a divulgação do projeto será intensificada no Ceará. “Uma coisa parecida aconteceu com o Rio Grande do Norte, no primeiro edital, e corrigimos para o segundo. Vamos voltar a aperfeiçoar esse processo para a terceira edição”. (DM)

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