ROMANCE

As sangrentas pegadas de um assassino

01:54 · 27.04.2013
Aventuras, mistério e suspense são os elementos-chave da construção desta narrativa bem elaborada

A trama deste romance se inicia com uma precisão temporal: 15 de abril de 1050; além disso, há uma determinação de espaço: o lago Flathead, em Montana. Na primeira cena, depara-se o surgimento, do fundo das águas, de uma locomotiva, submersa há quase cinquenta anos: "Ela se ergueu das profundezas como um terrível monstro em um mar mesozoico. Uma camada de lodo cobria a cabine e a caldeira, enquanto a lama marrom-acinzentada do fundo do lago deslizava e caía das rodas motrizes de mais de dois metros, esparramando-se na água fria do lago. Surgindo lentamente na superfície, a velha locomotiva a vapor ficou pendurada, por um momento, pelos cabos de um imenso guindaste montado sobre uma barcaça de madeira". Abaixo das janelas abertas dos lados da cabine, lia-se o número 3025. Era do modelo Pacific, uma máquina a vapor grande, capaz de puxar dez vagões de passageiros, por distâncias consideráveis, a 140 quilômetros por hora.

Detalhe da capa do romance "A caçada", de Clive Cussier. Trata-se de uma narrativa em que o suspense, o mistério e as cenas de violência constituem os elementos-chave. Um detetive e um assassino cruzam-se nas ruas e no enredo

A montagem

Uma equipe de mergulhadores realiza uma vistoria nas cabines da locomotiva, na tentativa de encontrar uma explicação de como fora parar no fundo do lago. Súbito, em meio às camadas de lodo, encontraram três corpos: o do maquinista Lee Hunt; o do bombeiro Robert Carr; e o de Abner Weed - o homem que forçara Hunt e Carr a operar a máquina, uma vez que trazia uma arma apontada para as costas de ambos. Na ocasião do ocorrido, corriam boatos de que o trem havia sido roubado no dia 21 de abril de 1906; a verdade, porém, era outra: um despachante ferroviário teria sido subornado para fretar a máquina com uma grande fortuna em dinheiro dentro de um dos vagões.

A trama

A narrativa, mais uma vez, recai sobre uma data precisa: 10 de janeiro de 1906. Um trabalhador em minas de ouro, andrajoso, aproxima-se da mineradora no momento em que um carro forte vai chegando com um grande carregamento de ouro. Com o aspecto de bêbado, ninguém sentiu nele qualquer ameaça. Mas todos se equivocaram. Em verdade, ele não mostrou qualquer interesse no metal, uma vez que este era muito pesado e logo levantaria suspeitas. Seu objetivo era mesmo um saco de dinheiro; para pegá-lo, rendeu o dono obrigou-o a abrir o cofre e, antes de fugir, matou à queima-roupa três pessoas que se encontravam no local. Ao deixar a cena do crime, jogou fora uma peruca, as roupas maltrapilhas e surgiu com uma paletó refinado, indo em direção a um trem de carga onde, depois, colocaria o dinheiro roubado.

Considerações finais

Passados dois anos, toda a região se via constantemente ameaça por um homem solitário que assaltava bancos. Era o Assaltante Açougueiro, pois não deixava vivas as testemunhas. O detetive Isac Bell é contratado para capturá-lo. Inicia-se um jogo de gato e rato. Muitas vezes, o detetive, com artimanhas e intuição, aproxima-se do criminoso. O assaltante não poupa a vida de ninguém, quer criança ou mulher. Um dia, o detetive consegue identificar o bandido. É o momento em que tem início a caçada.

LIVRO

A Caçada
Clive Cussier
NOVO CONCEITO
2013, 384 Páginas
R$ 29,90

CARLOS AUGUSTO VIANA
EDITOR

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