Vik Muniz em cartaz na Unifor

Artistas, intelectuais e amantes das artes prestigiaram a noite de abertura da exposição Vik Muniz no Espaço Cultural Unifor, que permanecerá em cartaz até 8 de agosto deste ano. A mostra, que reúne 141 obras das diversas séries do artista, é uma retrospectiva do trabalho de Vik Muniz, único brasileiro vivo a figurar na publicação 501 Great Artists of All Times. Com o uso de materiais pouco convencionais, imprimiu sua marca e ultrapassou os limites dos museus e galerias.

O Espaço Cultural Unifor proporciona uma rara oportunidade aos apreciadores cearenses das artes visuais de conhecer o universo lúdico de Vik Muniz, cuja exposição é considerada a mais visitada de um artista brasileiro dos últimos tempos. No Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio, cerca de 100 mil visitantes viram a mostra, enquanto o Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebeu 200 mil visitantes. Essa exposição, ora em cartaz na Unifor, também foi apresentada no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, e no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Apaixonado por ícones visuais, Vik é valorizado no mundo todo pela sua arte criativa. Publicitário de formação, atua como fotógrafo, desenhista, pintor e gravador. Paulista radicado em Nova Iorque desde 1983, mora no Brooklyn onde também tem seu ateliê. A arte contemporânea de Vik ganhou notoriedade no início dos anos 90, quando um crítico do The New York Times descobriu seu trabalho em uma das galerias de Nova York. De lá para cá, suas criações passaram a ser exibidas em grandes museus como Guggenheim, Metropolitan Museum of Art, no Miami Fine Arts Museum, entre outras famosas galerias de arte.

Ao longo de sua trajetória profissional, ganhou projeção no cenário artístico internacional com fotografias e trabalhos realizados a partir de técnicas variadas e materiais inusitados. A originalidade de sua obra o estabeleceu como um dos criadores mais respeitados da arte contemporânea, presente nos principais museus do mundo. Já mostrou o seu talento em exposições na Flórida, Miami, Montreal, Nova Iorque, México, Canadá, Austrália, enquanto suas fotografias fazem parte de acervos particulares nos cinco continentes. Suas séries mais importantes - "The best of life", "Equivalents", "The Sugar Children", "Clayton Days: Picture Stories", "Earthworks", "The things themselves: Pictures of dust" - figuram em expressivas coletivas no Brasil e no exterior. Entre elas, destacam-se a XXIV Bienal Internacional de São Paulo (1998), a 1st Liverpool Biennial of Contemporary Art (1999), a Whitney Biennial (2000), a II Bienal de Veneza (2001) e a edição do Panorama da Arte Brasileira do MAM de São Paulo (2003).